Mães superprotetoras: você é uma delas?

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Mãe Superprotetora, você é uma delas? (Foto por David Castillo Dominici do FreeDigitalPhotos.net)

Quando a atenção e preocupação das mães fogem do normal e atrapalham a vida dos filhos? Mães superprotetoras são mais comuns do que se imagina. Mas como lidar com elas?

Sair de casa sem levar um casaco pode ser um perigo. Tomar chuva pode gripar. Voltar tarde de uma festa em um local ermo e perigoso talvez não seja uma boa ideia. Essas são preocupações comuns à maioria das mães e não devem ser associadas a exagero ou uma patologia, até mesmo pela realidade de violência e medo que muitas pessoas vivem. Mas há situações que, sim, fogem ao controle e podem, além de minar o relacionamento entre mães e filhos, também prejudicar o desenvolvimento destes.

Mães superprotetoras e seu impacto sobre a vida dos filhos

Quem diz que proteção demais desprotege não está errado. Quando os pais privam os filhos de errar e das decepções, eles estão, na verdade, evitando que as crianças e adolescentes se desenvolvam e criem experiências que serão fundamentais para o seu futuro. Afinal, é de erros e acertos que o ser humano se constitui, aprende e se modifica.

Essas privações constantes também criam nas crianças o sentimento de incapacidade, de que não sabem fazer nada se não tiverem ajuda. Para as mães superprotetoras, pode ser muito bom ter o filho debaixo das asas, recorrendo a elas e as fazendo se sentir necessárias todo o tempo, mas, para ele, existe a grande possibilidade de que não esteja preparado para os desafios que o aguardam, na vida pessoal, profissional e em todos os setores da vida.

Quando se dá carinho excessivo aos filhos, muitas vezes até causando certa sensação de sufocamento e limitação das suas atitudes, desejos, comportamentos e sonhos, espera-se que eles cresçam se sentindo amados e fortes, certo?

Não, errado. Pessoas que não tomam suas decisões, que não quebram a perna, ralam o joelho, fazem sua própria comida, compram sua roupa ou têm desilusões amorosas não possuem experiências suficientes para serem seguras de si, terem autoestima, se levantarem após as quedas, buscarem os melhores empregos e carreiras. Até porque cuidados demais e muitos “não faça isso, porque dará errado” leva o filho a se identificar como frágil e incapaz. E as mães superprotetoras não são imortais e não estarão por toda a vida amparando os seus filhos.

Pela ordem natural do universo, os pais deixam um legado para os seus filhos de ensinamentos, conhecimento, heranças culturais, entre muitos outros. E eles devem se preparar para fazer dos seus filhos indivíduos independentes, que sobreviverão e serão fortes o suficiente para construírem suas vidas fora da sombra dos seus genitores e se tornarem autossuficientes, bons profissionais, parceiros e, especialmente, pais capacitados.

Por mais que um ninho vazio faça sofrer no início, que as prioridades dos filhos mudem, as mães controladoras precisam abrir um espaço, deixá-los respirarem e andarem com as próprias pernas, definindo por si mesmos os seus futuros.

É possível deixar de ser uma mãe superprotetora?

O que leva essa mãe superprotetora a exercer controle? A mãe controla o filho por medo da violência? Ela se sente sozinha, tem medo de ser excluída da vida do filho? Cabe ao filho conversar e tentar melhorar esse relacionamento, fazendo com que ela entenda a necessidade dele de espaço. Em contrapartida, ele poderá tranquilizar a sua mãe, mostrando para ela que crescer, sair de casa e tomar suas próprias decisões não fará dele menos filho ou que isso quer dizer que ele deseja se distanciar.

É fundamental que as mães superprotetoras entendam os prejuízos que esse comportamento causa na vida dos filhos. Por isso, abrir o jogo e conversar é a melhor forma de resolver e transformar a relação entre mãe e filho em algo muito mais saudável para a vida de ambos.

A mãe que se vê assumindo essa postura de controle sobre os filhos deve se perguntar o porquê dessa necessidade e se isso está fazendo bem para eles. E precisa, sobretudo, se enxergar como uma pessoa individual, do mesmo jeito que o seu filho o é. Ela deve também querer ter o seu espaço, o seu momento, cuidar de si mesma.

Você é ou tem uma mãe superprotetora? Já tiveram uma conversa franca entre mãe e filho para melhorar o relacionamento?

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